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Princípios do treinamento – A especificidade – Treino Mestre

O princípio da especificidade determina que todo treinamento deve ser elaborado respeitando a individualidade biológica. Se refletindo em duas categorias de fundamentos fisiológicos: os metabólicos e neuromusculares.

Imagine a seguinte situação: você quer hipertrofiar, obter bons ganhos de massa muscular e melhorar sua proporcionalidade muscular.

Ai então você vai praticar…corrida. creio que o resultado não vai ser nada satisfatório.

Encontrar uma atividade que vá de fato ser eficaz, faz parte do princípio da especificidade. Mas não basta apenas encontrar esta atividade, afinal isso não seria assim tão difícil.

Mesmo dentro da musculação existem diversos métodos que se enquadram em diferentes objetivos.

Este é um conceito que foi amplamente difundido com a pesquisa científica dentro do treinamento desportivo.

Um atleta que pratique um desporto de potência, não precisa de uma resistência aeróbica absurda, assim como um maratonista não precisa de um grande volume muscular. Neste conceito, Dantas afirma que:

“ Podemos dizer que este princípio sempre esteve intrínseco em todo o treinamento, desde seu início, mas tê-lo como princípio norteador e como um dos parâmetros que devem ser levados em consideração é essencial ao estudo e para um planejamento crítico e consciente nos treinamentos contemporâneos”.

Cada prática, cada objetivo tem de ter seus métodos enquadrados dentro do treinamento e jamais o oposto. Tubino apud Ibidem (1990) dizem que:

 “O princípio da especificidade é aquele que vai impor, como ponto imprescindível, que o treinamento deve ser montado sobre os requisitos específicos da performance esperada, em termos de qualidades físicas intervenientes, além dos sistemas energéticos preponderantes e dos segmentos corporais e das coordenações psicomotoras utilizadas ”.

Como já mencionei anteriormente, todos os princípios do treinamento estão interligados entre si.

Este princípio, o da especificidade é profundamente relacionado com o princípio da individualidade biológica, e em menor grau com os demais, mas que dentro do contexto de treinamento se interligam com todos. Dentro desta ideia, Dantas (1995) afirma que:

Ao estudarmos o princípio da especificidade, de imediato sobressai um fator muito determinante, que é o princípio da individualidade biológica. Este estabelece limites individuais a esta capacidade de transferência. O princípio da especificidade vai se refletir em duas amplas categorias de fundamentos fisiológicos: os aspectos metabólicos e os aspectos neuromusculares. O princípio da especificidade preconiza, que devemos, além de treinar o sistema energético e o cardiorrespiratório dentro dos parâmetros e dos objetivos, fazê-lo com o mesmo tipo de atividade de performance”

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