Principais causas do Alzheimer – Previna!

O Alzheimer é conhecido como a doença do esquecimento. Em fase inicial, o paciente com essa doença começa a se esquecer de pequenas coisas com facilidade. Conforme a doença avança, as atividades cerebrais vão se deteriorando. Em estágios avançados há dificuldade em falar, entender, se locomover, incontinência e também em deglutição. Nessa fase o paciente precisa de cuidados 24 horas por dia.

Essa doença é uma forma de demência, causada pela atrofia lenta e progressiva do cérebro. Isso acontece por dois tipos de dano neural, o depósito de proteína beta-amiloide e os emaranhados de proteína tau no cérebro.

Entenda mais sobre as principais causas do Alzheimer, tratamentos e prevenção.

Alzheimer

Principais causas do Alzheimer

A causa do Alzheimer é genética. No entanto, ter os genes não significa que você desenvolverá a doença. O avanço dos sintomas está relacionado ao estilo de vida e ambiente em que se vive. Ou seja, sua principal causa é uma combinação de fatores genéticos, ambientais e físicos.

As causas genéticas são comuns, principalmente em pacientes com idade entre 40 e 50 anos. Nestes casos, a doença pode avançar rápido demais. No entanto, há também o Alzheimer esporádico que surge em pacientes com mais de 60 anos.

Como dito anteriormente, o Alzheimer acontece devido a atrofia lenta e progressiva do cérebro. Isso se deve pelo acúmulo das proteínas no cérebro, as chamadas beta-amilóide e  Tau. Ambas causa inflamação e destroem as células neuronais. Sabe-se que esse acúmulo tem relação com a genética, no entanto não há como saber o motivo exato.

O ambiente em que se vive também contribui como sendo uma das principais causas do Alzheimer. Em determinadas situações, pessoas com os genes da doença acabam com maior predisposição a desenvolvê-la. Sendo assim, é possível citar:

  • Excesso de radicais livres;
  • Aterosclerose (acúmulo de gordura nos vasos. Condição gerada por doenças como diabetes, colesterol e tabagismo);
  • Colesterol elevado;
  • Exposição a metais pesados (como mercúrio e alumínio);
  • Lesão cerebral (como traumatismo craniano, AVC ou acidentes);
  • Pessoas com mais de 60 anos.

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Tratamentos para Alzheimer

Por não saber a causa exata, não há cura para o Alzheimer. O que se sabe, é que os genes e alguns fatores ambientais e físicos causam a predisposição. Ao perceber os primeiros sinais, é possível controlar o avanço da doença, mas não curá-la.

Os avanços da medicina permitem que pacientes tenham uma melhora da qualidade de vida e até aumentam sua expectativa, mesmo com a condição. O tratamento envolve aliviar os sintomas já existentes. Dessa forma, é possível ser independente por mais tempo, podendo realizar atividades rotineiras que em estágios avançados não é possível.

Os tratamentos dividem-se entre os farmacológicos e não farmacológicos.

Tratamentos farmacológicos

Baseia-se em medicamentos que controlem a ação da acetilcolina, conhecidos como inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos. Em fase leve e moderada São eles:

  • Rivastigmina;
  • Donepezila;
  • Galantamina.

Há ainda outros medicamentos que podem ser usados. É importante frisar que a resposta ao tratamento varia muito de paciente para paciente, sendo muito variada. No geral, aliviam os sintomas e retardam o progresso do Alzheimer.

Em estágios mais avançados, em que há alterações psicológicas e comportamentais como agressividade, alucinações e delírios, outros medicamentos específicos podem ser ministrados. No entanto irão variar de acordo com cada caso.

Tratamento não farmacológico

Envolvem a estimulação cognitiva, social e física. O intuito é favorecer as funcionalidades cerebrais. Usa-se atividades para melhorar a atenção, memória, linguagem e outras funções cognitivas.

Estudos mostram que quanto mais ativo na utilização do cérebro, melhor é a resposta aos tratamentos. Neste tratamento realiza-se:

  • Estimulação cognitiva;
  • Estimulação social;
  • Estimulação física;
  • Organização do ambiente;
  • Tratamentos específicos para casos específicos.

[LEIA TAMBÉM: PRINCIPAIS SINTOMAS DO ALZHEIMER]

Como prevenir o Alzheimer

Por não saber a causa exata, a prevenção é mais complicada. No entanto, estudos já mostram que a estimulação cognitiva ajuda a treinar e manter o cérebro mais ativo, auxiliando na prevenção.

De acordo com pesquisas, pessoas com maior grau de instrução são menos propensas a apresentar os sintomas. Há também outras opções de treinar e manter as atividades cerebrais ativas, como realizar cursos, aprender coisas novas, ler, fazer desafios intelectuais como palavra cruzada.

Cuidar da saúde é outro ponto importante na prevenção. Sabe-se que além das causas genéticas, é preciso a combinação de fatores físicos e ambientais para desenvolver a doença. Portanto, não fumar, cuidar do colesterol, diabetes, pressão arterial, são formas de cuidar para não sofrer com o Alzheimer no futuro.

As atividades físicas contribuem grandemente na prevenção e até no tratamento do Alzheimer e muitas outras doenças degenerativas. Seja fazer caminhada, corrida, ciclismo ou frequentar academia. É válido também incluir a prática do alongamento na prevenção.


Referências utilizadas neste conteúdo

https://pebmed.com.br/alzheimer-vitamina-d-previne-comprometimento-cognitivo/

http://abraz.org.br/web/sobre-alzheimer/tratamento/


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