Dieta do jejum intermitente: como funciona, emagrece mesmo?

A receita do bom emagrecimento é comer de 3 em 3 horas, tomar um bom café da manhã, não pular refeições. Estas são uma das afirmações que mais se escuta quando se está falando de perda de peso.

Na busca pelo peso e pelo corpo ideal, dezenas de métodos de emagrecimento surgem a todo momento. Dentre os mais difundidos está a dieta do jejum intermitente que, embora tenha tomado ares de modismo, se mostrou um método bastante eficiente.

Mais afinal o que é o jejum intermitente?

Também conhecido por sua sigla JI ou intermittent fasting, essa técnica pode ser apresentada como um “estilo de alimentação” baseada na alternância das refeições em prolongados períodos de jejum. Basicamente, o jejum intermitente se fundamenta na quantidade e tipo de alimentação, aliada a frequência com que o praticante se alimenta.

Quando se está praticando o jejum, as células do corpo alteram os níveis de hormônio, disponibilizando a gordura armazenada para as células. Sendo assim a dieta do jejum intermitente ajuda a perder a gordura acumulada sem precisar restringir o consumo de calorias.

Como funciona?

Uma das formas de realizar a dieta do jejum intermitente é dividindo o dia ou a semana em tempo de alimentação e outro de jejum. Durante um período de jejum não se come nada, ou muito pouco, em alguns casos e no tempo da alimentação se consome alimentos de maneira livre, mas com consciência de valores calóricos.

Embora haja uma grande quantidade de variáveis métodos do jejum intermitente, quatro maneiras de realizar o jejum são as mais praticadas, veja abaixo:

Jejum de 12 horas

As refeições são realizadas em intervalos de 12 horas. Exemplo: se você vai jantar às 19 horas, realizará a próxima refeição só às 7 horas do dia seguinte, com o café da manhã.

Exemplos:

  1. 20h às 8h;
  2. 21h às 9h;
  3. 22h às 10h;
  4. 23h às 11h;
  5. 00h ao meio-dia, etc.

Jejum de 16 horas

Neste jejum você fará todas as suas refeições em um período de 8 horas. Por isso esse método é chamado de 16/8. Exemplo: você pode se levantar, deixar de tomar o café da manhã e almoçar ao meio dia. Dessa maneira você faria a sua última refeição as 20 horas. Das 20 horas até o meio dia seguinte totaliza-se 16 horas de jejum.

Outros horários:

  1. 15h às 7h;
  2. 16h às 8h;
  3. 17h às 9h;
  4. 18h às 10h;
  5. 19h às 11h;
  6. 20h às 12h;
  7. 21h às 13h.

Jejum de 18 horas

Esse método é um pouco mais incomum por ter um intervalo muito longo de uma refeição para outra, mas também é utilizado. Exemplo: jantar às 19 horas e a primeira refeição apenas às 13 horas do dia seguinte.

Alguns exemplos:

  1. 15h às 9h;
  2. 16h às 10h;
  3. 17h às 11h;
  4. 18h às 12h;
  5. 19h às 13h;
  6. 20h às 14h.

Jejum de 24 horas

Este método é bem comum e, basicamente, você faz o jejum de janta à janta. Exemplo: se o jantar foi feito às 20 horas, você só volta a comer novamente às 20 horas do dia seguinte.

Outros exemplos possíveis:

  1. 12h às 12h.
  2. 14h às 14h.
  3. 19h às 19h.
  4. 21h às 21h.

Melhoras no organismo

Pode-se observar a redução dos níveis glicêmicos e de insulina no organismo, aumentando a concentração do chamado “hormônio do crescimento” (GH). Ainda dentre os benefícios está a redução do colesterol, triglicérides e a potencial melhoria do controle da pressão arterial.

Qualquer um pode fazer?

Embora possa parecer simples de se fazer e muito eficiente, a prática do jejum intermitente deve ser acompanhada por um profissional especializado, de preferência por um nutricionista, para que se evite “efeitos colaterais” que venham a prejudicar a saúde do praticante.

A dieta do jejum intermitente não é recomendada para pessoas que tem baixo peso, históricos de anorexia ou bulimia, mulheres grávidas ou amamentando. Além de crianças e idosos com histórico de doenças mais graves.

Geralmente, o jejum intermitente é mais indicado para aquelas pessoas que já possuem hábitos saudáveis, alimentam-se de forma adequada e praticam atividade física regular. A prática desse jejum por pessoas que não dispõem de nenhum tipo de acompanhamento ou que estejam apenas se “aventurando” por uma nova dieta pode não ser uma boa ideia.

Esse método pode causar cansaço, irritação e dificuldade de concentração. Diversos problemas causados pela falta de nutrientes essenciais para o metabolismo também podem ocorrer, inclusive com o surgimento de transtornos psicológicos, como a anorexia ou a bulimia.

Portanto, se você deseja experimentar as vantagens do jejum intermitente é importante que pesquise bem o assunto e disponha do acompanhamento de um profissional capacitado, para que você possa extrair o máximo de benefícios desse método de emagrecimento. O mais importante é ter em mente que sua saúde vale mais que qualquer tipo de método de emagrecimento.


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