Cancro mole – o que é? Formas de contágio, Prevenção e Tratamento

O cancro mole é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) que provoca sintomas como dor, febre, feridas (úlceras) e ínguas dolorosas e com odor fétido nos órgãos genitais externos.

Tais feridas e ínguas sangram e se abrem com facilidade, permitindo a liberação de uma secreção amarelada ou esverdeada que pode contaminar áreas que ainda não possuem lesões.

Causas do cancro mole e formas de contágio

Cancro mole

O cancro mole é provocado pela bactéria Haemophilus ducreyi, que pode contaminar homens e mulheres, embora a incidência da doença seja maior entre o público masculino.

A bactéria é transmitida somente por uma forma, pela prática de sexo vaginal, oral ou anal sem preservativo com a pessoa contaminada com esse micro-organismo.

Curiosamente, a bactéria passa por uma fase de incubação de 3 a 5 dias após a contaminação. Depois desse período, atinge a transmissibilidade, que dura semanas ou meses, se não houver o tratamento adequado.

Sintomas do cancro mole

O cancro mole caracteriza-se por provocar sintomas pontuais fáceis de serem identificados pelo paciente e médico. Após 2 a 5 dias do contágio, o paciente terá:

  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Fraqueza e cansaço;
  • Feridas (úlceras) com pus nos órgãos genitais externos. Nas mulheres, aparecem nos grandes e pequenos lábios. Já nos homens, na glande e no prepúcio;
  • Lesões moles e dolorosas, que se espalham e aumentam de tamanho e profundidade, apresentando bordas irregulares e nítidas;
  • Inflamação dos gânglios da virilha, com surgimento de íngua (caroço avermelhado e doloroso) que chega a comprometer os movimentos da perna;
  • Íngua que expele pus espesso, esverdeado ou amarelado com presença de sangue e odor fétido;
  • Dor ao evacuar ou ter relações sexuais.

Tratamento de cancro mole

Cancro mole

O tratamento para cancro mole é feito com medicamentos antibióticos para matar a bactéria Haemophilus ducreyi, como a azitromicina, tetraciclina, eritromicina, doxiciclina e tianfenicol.

Se necessário, o médico também pode indicar o uso de sabonetes e loções especiais para tratamento tópico das feridas, de modo a acelerar a cura das lesões provocadas pela doença.

Além do uso de fármacos e produtos tópicos, o tratamento envolve a adoção de higiene intensa e frequente da região genital, além da abstinência sexual até a cura da doença.

Ademais, o tratamento também é recomendado para parceiros sexuais da pessoa contaminada, ainda que não manifestem sintomas, para minimizar o risco de desenvolvimento do cancro mole.

Exames para diagnóstico de cancro mole

Como o cancro mole causa sintomas específicos e externos fáceis de serem identificados, na maioria das vezes somente os exames visual e clínico são suficientes para diagnosticar a doença.

No entanto, nada impede que o médico solicite exames laboratoriais para confirmar a doença e presença da bactéria Haemophilus ducreyi. O mais pedido é o Coloração de Gram, que consiste na coleta e análise da secreção da lesão genital.

Outros exames que podem ser solicitados pelo médico responsável pelo caso, embora sejam mais raros, são os de cultura e a biópsia da região afetada pelo micro-organismo.

Procedimentos e cuidados

  • Quaisquer sinais de lesão nos órgãos genitais devem ser analisados por um médico para diagnóstico e tratamento da doença, se houver. Por isso, não abra mão de consultar um profissional ao notar irregularidades;
  • Se a contaminação pela bactéria for confirmada, suspenda relações sexuais e comunique eventuais parceiros para que possam se tratar antes do surgimento ou complicação da doença;
  • Mulheres podem ser portadoras assintomáticas da bactéria, mesmo assim precisam fazer o tratamento para evitar a propagação do micro-organismo.

Cancro mole

Como se prevenir e evitar o cancro mole

A doença pode ser prevenida de forma simples, adotando medidas de segurança antes, durante a após a relação sexual. Confira, aqui, quais são elas:

  • Sempre faça sexo com preservativo, porque ele funciona como uma barreira, evitando a contaminação por bactérias e demais micro-organismos. Mas, vale lembrar que a camisinha não elimina totalmente o risco de contágio;
  • Evite o contato com lesões do parceiro que tenha sido diagnosticado, bem como o compartilhamento de itens pessoais (toalhas e roupas, por exemplo);
  • Desista da relação sexual caso note erupções no corpo do parceiro, especialmente na região genital;
  • Adote melhores hábitos de higiene pessoal;
  • Lave os genitais ou urine imediatamente após a relação;
  • Reduza o número de parceiros, o que ajuda a minimizar o risco de contrair a doença.

Referências utilizadas neste conteúdo:

http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=46

http://www.inf.furb.br/sias/parasita/Textos/cancro_mole.htm

https://www.infectologia.org.br/pg/995/cancro-mole

http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-ist/cancro-mole-cancroide


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