Apneia do Sono – O Que é, Sintomas, Causas e Tratamentos

A apneia do sono é um distúrbio cuja característica está em ocorrer interrupções involuntárias da respiração durante o sono. Em alguns casos ela também pode ser conhecida como Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). Essas interrupções ou pausas na respiração costumam durar uma média de 10 a 30 segundos, podendo repetir inúmeras vezes durante a noite.

Tais pausas ocorrem a partir de um bloqueio completo (apneia) ou mesmo parcial (hipopneia) das vias respiratórias superiores que ficam na parte posterior da garganta. Com isso, o corpo se dá conta de que falta oxigênio, o que leva a pessoa a acordar por um breve instante para retomar a respiração normalmente. Na medicina, esse momento é chamado de “microdespertar”. Este problema é muito mais comum do que se imagina e atinge cerca de 5% da população, tendo maior registro de casos em homens.

apneia do sono

Causas que levam à apneia do sono

Um dos maiores fatores de risco que podem causar a apneia do sono é a obesidade. Esse problema pode fazer com que se acumulem depósitos de gordura na parte posterior da garganta, o que pode fazer com que as vias aéreas fiquem obstruídas. Entre outros problemas que podem originar a apneia do sono estão alergias, cirurgias ou mesmo questões genéticas.

Pessoas entre 45 e 65 anos, que consomem em excesso álcool, tabaco ou medicamentos também têm maiores chances de desenvolver a apneia do sono. Essa possibilidade cresce bastante no caso dos homens.

Sintomas que ajudam a reconhecer a apneia do sono

Uma dificuldade quanto à apneia do sono é que a pessoa não percebe o problema, já que está dormindo. Em geral, o paciente acaba sendo levado a um médico a partir dos pedidos do cônjuge ou por outros indivíduos que convivem com ele e repararam no distúrbio. Abaixo estão alguns sintomas que podem ajudar a identificar a apneia:

  • Ronco: respiração ruidosa ou mesmo barulhenta em meio ao sono;
  • Sono não reparador, isto é, a pessoa acorda cansada ou achando que não dormiu bem;
  • Despertares noturnos frequentes;
  • Paradas momentâneas da respiração durante o sono observadas pelo cônjuge ou por outros familiares;
  • Distúrbios cognitivos (dificuldade de memória, concentração e atenção);
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Nictúria, quando a pessoa acorda várias vezes durante a noite para urinar sem que exista problema urológico;
  • Cefaleia matinal, isto é, a pessoa desperta pela manhã com dor de cabeça;
  • Sonolência Diurna Excessiva: o sono frequente durante o dia é muito comum e frequente em pessoas com apneia do sono.

Como diagnosticar a apneia do sono

Como o paciente não costuma perceber o distúrbio, é normal que o cônjuge ou algum familiar ou pessoa próxima sugira que ele vá ao médico verificar o que ocorre. O especialista poderá confirmar o diagnóstico com o auxílio de registros da atividade noturna com a realização de eletrocardiograma, movimentos respiratórios, atividade cerebral etc. Esses exames podem ser feitos em casa ou mesmo em centros especializados.

A gravidade do problema pode ser medida pela quantidade de apneias ou mesmo de hipopneias a cada hora de sono. Esse levantamento é denominado de índice de apneia por hora ou IAH. Entre cinco e 15 é considerado leve. Já entre 16 e 30 pausas por hora é vista como uma apneia moderada. Quando o IAH aponta números acima de 30 interrupções, é considerada severa.

Tratamentos mais indicados para resolver o problema

O tratamento da apneia do sono envolve o uso de um respirador que ajuda a respirar normalmente durante a noite, cujo nome é CPAP (Continuous Positive Airway Pressure). Essa máquina fornece ar a uma pressão contínua por meio de uma máscara, tudo para que as vias aéreas da garganta permaneçam abertas. Dependendo da gravidade da situação, o médico poderá sugerir ainda a realização de cirurgias ou ainda o uso de aparelhos bucais.

Caso a apneia do sono não seja tratada, ela poderá causar sérias consequências ao indivíduo. Entre elas podemos citar o aumento do risco de doenças cardíacas, de hipertensão arterial, de acidentes vasculares cerebrais (AVCs), além de possíveis problemas de disfunção sexual ou ainda o surgimento de diabetes tipo 2.

Há ainda um maior risco de acidentes de trabalho e de trânsito, já que o paciente pode sofrer de cochilos involuntários durante o dia devido à má noite de sono. Estudos indicam que o número de acidentes de trânsito em pessoas com esse distúrbio é de duas a três vezes maior em comparação à população normal.


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