Vitamina D – Para que serve? Lista de funções, benefícios e como suplementar

A vitamina D (Calciferol) é um hormônio lipossolúvel extremamente importante para o organismo. Entre suas funções está o controle de 270 genes, células do sistema cardiovascular e tem direta ligação na absorção de cálcio. A suplementação por vitaminas é relevante em pessoas co deficiência, até porque o consumo por meio da alimentação precisa ser muito balanceado – a falta de vários minerais é o suficiente para impedir a utilização adequada.

O valor de referência de vitamina D no sangue alterou recentemente no Brasil. A instituição média reguladora define dosagens de 20 a 30 ng/mL dentro da normalidade. Valores iguais ou inferiores a 20 caracterizam deficiência.

Funções da Vitamina D – Para que serve?

A manutenção dos níveis de referência da vitamina D no sangue é sinônimo de boa saúde e prevenção à doenças. Separadamente, ela pode ser usada para conquistar uma série de desejos como o emagrecimento, ganho de massa muscular ou melhor rendimento mental, já que age como uma poderosa proteção dos neurônios vinculados à memória e ação muscular.

  • Realiza a absorção de cálcio e fósforo
  • Regula o metabolismo
  • Faz fixação do cálcio nos ossos
  • Estimula o sistema imunológico
  • Ajuda na secreção de insulina prevenindo a diabetes tipo 2
  • Mantém as artérias menos rígidas
  • Protege os genes, prevenindo tumores, doenças cardiovasculares e câncer
  • Estimula a produção de hormônios sexuais
  • Protege a memória e saúde mental
  • Previne a demência
  • Realiza a produção das atividades cognitivas
  • Ajuda a manter o peso devido a manutenção do metabolismo mais acelerado
  • Ajuda no ganho de massa muscular mantendo as funções neuromusculares

vitamina D como consumir

Sintomas de Deficiência

A deficiência de vitamina D é vivenciada por mais de 80% da população que vivem em ambientes urbanos. O problema está muito relacionado ao estilo de vida que promove uma alimentação desequilibrada muito rica em industrializados/processados aliada a falta de exposição ao sol – essencial para a absorção do hormônio.

Os sintomas da falta de vitamina D são graves, apesar de aparecer de forma silenciosa e se agravarem conforme o tempo. Em muitos casos a deficiência só é descoberta quando há alerta para o desenvolvimento de doenças ou um conjunto de perda nutricional, uma vez que o hormônio é necessário para a absorção de propriedades como cálcio e fósforo.

Confira quais são os sinais de deficiência da vitamina D no corpo:

1 – Depressão

Um estudo da Southwstern Medical Center, faculdade do Texas nos Estados Unidos, revelou ligações entre a baixa quantidade de vitamina D e o desenvolvimento de depressão. A pesquisa analisou 1.200 trabalhadores de uma fábrica e, ao cruzar dados, descobriram que os níveis de vitamina D estavam diretamente relacionados com aqueles que tinham histórico de depressão.

Apesar da análise comprovar uma possível ligação a deficiência de vitamina D ainda não é reconhecida oficialmente pela medicina como uma das causadoras da depressão. Sabe-se, no entanto, que a ação do hormônio sob as capacidades cognitivas é relevante e a falta dela pode sim ocasionar dificuldades de concentração, perda de memória e acelerar o desenvolvimento de demência e Alzheimer em paciente.

2 – Problemas nos ossos

A vitamina D é responsável  pelo aproveitamento de cálcio no organismo. Quem possui o hormônio em falta chega a absorver até 30% a menos do nutriente. Causa-se então perda óssea, podendo resultar em raquitismo na infância e osteoporose a partir dos 45 anos, principalmente em mulheres.

3 – Problemas cardíacos

A vitamina D evita que o cálcio se acumule nas artérias provocando a obstrução da passagem de sangue. Na prática isso impede o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e reduz as chances de infartos.

deficiencia de vitamina D

5 – Desenvolvimento de Diabetes

Uma das funções da vitamina D no corpo é a facilitação da secreção de insulina de forma que previne a diabetes tipo 2. Por fortalecer a doença autoimune acaba por também prevenir a do tipo 1, já que esta se configura como uma autodestruição do hormônio insulina.

6 – Falta de força muscular

A vitamina D contribui pára a força muscular já que tem ação favorável na conexão dos neurônios com os músculos. Com mais força consegue-se maior rendimento nos treinos físicos destinados ao aumento de massa muscular ao mesmo tempo que  diminui o risco de quedas e fraturas, principalmente na população idosa.

Quem possui deficiência diagnosticada também tem muitas mais chances de sofrer com dores musculares recorrentes.

7 – Imunidade fragilizada

Este hormônio funciona como um imunoregulador que consegue fortalecer a função imunológica. Estudos provam que organismos nutridos tem uma resposta muito mais rápida do sistema imunológico.

8 – Desenvolvimento de Síndrome Metabólica

De acordo com uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (UNESP) a deficiência de vitamina D está associada a síndrome metabólica em mulheres. Esta doença desregula o metabolismo e favorece o desenvolvimento de doenças cardíacas e hipertensão arterial.

A crescente falta de vitamina D no Brasil

Apesar de a carência deste hormônio ser um problema a nível global, estudos laboratoriais brasileiros estimam que aproximadamente 60% da população tenham deficiência de vitamina D no país. Os fatores para desencadeamento desta deficiência massiva são os hábitos de vida.

Suplementação de vitamina D – Quanto tomar?

A suplementação de vitamina D é recomendada para pacientes com deficiência. As recomendações diárias são recomendadas com base na necessidade de cada paciente.

O valor diário de consumo também é diferente com base no perfil do público:

fontes de vitamina D

  • Do nascimento a um ano: 400 UI
  • Crianças a partir do primeiro ano: 600 UI
  • Adultos saudáveis: 1000-1500 UI
  • Idosos: 2300 UI

As principais fontes de vitamina D são alimentos gordos: carnes bovina, peixes, leite e ovos. Pequenas parcelas podem ser encontradas em folhas verdes.

Para que a absorção aconteça é preciso se expor ao sol por pelo menos 10 minutos diariamente. Recomenda-se ficar com os braços, punhos, barriga e tornozelos descobertos e sem proteção de filtros e cremes solares.


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